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Saber empírico pantaneiro combina perfeitamente com saber cientifico.

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Relato de morador da Vila do Amolar é respaldado pelo botânico Arnildo Pott e reforça a importância do saber empírico preservado pelas comunidades pantaneiras

Depois da consulta ao saber empírico do Nilo Colman, morador da irredutível Vila do Amolar, comunidade que receberá também um aeródromo, consultamos o eminente botânico Arnildo Pott.

Que imediatamente esclareceu, brindando aos saberes empiricos com a humildade inerente aos grandes cientistas:

“-Sim, cipó-imbé, Philodendron (em Grego, significa amigo da árvore). No livro, consta como Philodendron imbe, mas é Ph. undulatum, que virou sinônimo do atual nome válido Thaumatophyllum undulatum. É da família Araceae, a mesma do comigo-ninguém-pode, e repele insetos, por isso é durável. b

Me admiro o Sr. Nilo descascar a raiz sem sentir coceira nas mãos.”

Respondemos no ato:

Vacinado, era serviço das crianças trançar para os adultos amarrarem barrotes, segundo ele trançavam também pequenos laços e se distraíam emboscando e laçando os mais distraídos.

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Como complemento, lembrei de meu inesquecível primo Gilson de Arruda, que acompanhou tio Guilherme, em frechamento de pacus

Essa cipó, torcido em corda fina de alta resistência, era usada por nossos irmãos “indios” e colaboradores ribeirinhos na arte de flechar pacu nas temporadas de cheia no Porto Conceição ou da Conceição.

Tio Indalécio, tio Guilherme e Tio Ires de Arruda, eram conhecidos como. verdadeiros vaqueanos pantaneiros e exímios na arte de “frechar” pacú.

Um cipó, quantas lembranças! Quanto saber empírico combinado com a verdadeira ciência.

Moita de Cipó Imbé num capão da Fazenda São Camilo.

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Armando Arruda LacerdaPorto São Pedro

 

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