A empresa Sotis Consulting anuncia que está prospectando um novo depósito de argila iônica contendo ETRs (Elementos Terras Raras) em Mato Grosso. Trata-se do Projeto Taquaruçu, que segundo o responsável pelo projeto, geólogo Antonio João Barros (ex-Metamat) visa a pesquisa de um “depósito de argila iônica desenvolvido sobre um corpo sienítico, de contornos bem definidos, com uma área de três mil hectares, no contexto geológico do Domínio Roosevelt”.
Ele acrescenta que Taquaruçu é um prospecto de Elementos Terras Raras (ETR) na zona intemperizada de rocha plutônica alcalina no extremo noroeste do Estado do Mato Grosso, que se apresenta como um projeto em fase greenfield. O prospecto tem sua concessão junto à ANM vinculada à Sotis, empresa que tem como foco desenvolver e executar projetos de pesquisa e exploração mineral e viabilizar empreendimentos mineiros.
“O conhecimento do depósito se baseia no resultado de uma pesquisa mineral de reconhecimento, a partir de duas linhas de amostragem de solo e 11 furos de trado manual numa área de aproximadamente 2,0 km x 1,5 km”, informa o geólogo.
Ele acrescenta que os furos de trado chegaram a profundidades máximas de 8,0 m e não tiveram sequência devido às limitações do equipamento (trado mecanizado). “Apesar da profundidade rasa por causa da inadequação do trado manual para penetrar em zonas de solo/saprólito mais compactas, os furos de trado indicam extremo enriquecimento em cério (Ce) próximo à superfície, chegando a extrapolar o limite máximo de dosagem, de 10.000 partes por milhão (ppm), equivalente a 1% em massa da amostra analisada e enriquecimento em praseodímio (Pr), neodímio (Nd), térbio (Tb) e disprósio (Dy) com a profundidade”.
Como se sabe, os quatro últimos elementos são valiosos, porque indispensáveis na fabricação de imãs permanentes. Em razão disso, a Sotis planeja “uma campanha mais robusta de sondagem, perfurando o saprólito mais compactado, que, pelo padrão de intemperismo Amazônico, pode alcançar até 30 metros, sobretudo nas partes mais arrasadas do corpo”.
Antonio João informa que um furo de trado em Taquaruçu retornou o valor total em óxidos de ETR de 4.046 ppm ao longo de 8,0 m, que é a profundidade alcançada. É exatamente na parte inferior, mais profunda, da zona intemperizada onde há formação de argila iônica com adsorção de ETR. “Para comparação, um furo do depósito de ETR de Serra Verde atingiu a zona de predominância de argila iônica em aproximadamente 28,5 m de profundidade. Taquaruçu, portanto, é desconhecido em profundidade e demanda mais investimento em sondagem”, diz ele, acrescentando que o prospecto Taquaruçu tem potencial geológico para ser um depósito de ETR em argila iônica análogo ao depósito de Serra Verde.






























