Categoria de utilitário esportivo deve receber diversos novos modelos, mantendo a tendência de alta e a competitividade neste mercado.
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Os SUV têm ganhado cada vez mais espaço entre os motoristas brasileiros. Principalmente nas grandes cidades, os utilitários esportivos ocupam gradualmente o lugar de sedãs e hatches no mercado de veículos novos. Os dados recentes da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) confirmam essa tendência.
Os utilitários esportivos, junto com as picapes, já somam 64% dos licenciamentos feitos no Brasil no primeiro trimestre de 2026, o maior índice já registrado na história do setor, segundo dados da Fenabrave. Em 2023, a fatia era de 54,4%, passando para 56,9% em 2024 e chegando a 61,7% em 2025, um crescimento de quase 10 pontos percentuais em quatro anos.
Diferenças entre os tipos de utilitários esportivos
É possível falar em pelo menos três tipos de SUV: os compactos (B-SUV), os médios (C-SUV) e os grandes (D-SUV). A principal diferença entre eles é o porte. Os primeiros são construídos sobre a plataforma de hatches, o que significa que são menores e, por isso, mais ágeis e ideais para uma melhor dirigibilidade nos trechos urbanos.
Dentro dessa categoria, é possível destacar o Chevrolet Tracker, que divide a estrutura com o Onix, e o T-Cross da Volkswagen, que compartilha a plataforma do Polo, por exemplo. Já o SUV médio reúne carros maiores, porém ainda com uma boa distribuição entre tamanho e dirigibilidade.
Os utilitários esportivos médios são ideais para quem viaja muito em família, tanto pelo espaço interno como pelo fato de terem uma motorização mais robusta, geralmente sobrealimentada com turbo. Há, contudo, muitos elétricos que entram nessa faixa. Por pesarem mais, consomem mais combustível que um compacto. Seu tamanho varia entre 4,40 metros e 4,80 metros de comprimento.
Entre os SUV médios, destacam-se o Jeep Compass, o Toyota Corolla Cross e o Caoa Chery Tiggo 7 Sport entre os movidos a motor por combustão, e o BYD Song Pro entre os híbridos. Em média, todos são extremamente equipados tecnologicamente, com alta interatividade, kit multimídia e itens de série como sistema de freios antibloqueio (ABS), air-bags e pacote Advanced Driver Assistance Systems (ADAS) em alguns modelos.
Os SUV grandes ultrapassam a faixa dos médios e se colocam numa categoria completamente própria. Acima de 4,70 metros, esses carros são ideais para famílias numerosas, atendendo tranquilamente sete pessoas. Seus motores são ainda mais potentes, com alguns modelos V6 ou turbodiesel. Exemplos são o Jeep Commander, com 4,76 metros, e o Toyota SW4, com 4,79 metros.
O que busca o consumidor?
A altura de dirigir, a sensação de controle, o amplo espaço interno, o custo-benefício, o visual moderno. São vários os motivos que levaram ao crescimento dos SUV no Brasil. O consumidor busca isso e muito mais, principalmente em relação à segurança, valor de revenda e conectividade.
Atualmente, com a chegada de diversas fabricantes chinesas, o mercado se acirrou ainda mais. Marcas como a GWM, Jaecoo, Omoda e a própria BYD colocam pressão sobre as marcas já estabelecidas no país. Com modelos competitivos, brigam de igual para igual e ganham espaço e também a confiança dos consumidores brasileiros.
Muitas dessas empresas chinesas têm trazido suas fábricas para o Brasil, o que ajuda na redução de custos. Com produção calcada nos veículos eletrificados, conseguem se beneficiar de isenções fiscais locais, o que permite preços ainda mais atraentes para os motoristas.
O mercado segue aquecido. Com uma vasta gama de opções e novos lançamentos programados para 2026, o segmento de utilitários esportivos deve continuar crescendo, sustentado pela demanda por conectividade, segurança e custo-benefício.
Marcas como Audi e BMW devem lançar modelos de alto luxo, totalmente focados em tecnologia. A Cadillac deve estrear no mercado brasileiro com modelos elétricos. As chinesas Leapmotor e GAC devem completar seu primeiro ano no país com alguns lançamentos também de modelos elétricos.
Marcas tradicionais como Renault devem seguir tentando manter-se no topo, como aconteceu com seu vencedor de Carro do Ano por duas vezes, o Boreal. A Ford aposta na renovação com o Ford Territory 2026, que chegou às concessionárias ao preço de R$ 215 mil, trazendo atualizações de design e tecnologia embarcada.






























