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Todo município do interior merece um hospital municipal”, defende Julio Panoff

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Exemplo de Ribeirãozinho, com menos de 3 mil habitantes, inspira proposta para aproximar o atendimento de saúde das famílias mato-grossenses

Durante uma visita a Ribeirãozinho, no leste de Mato Grosso, Julio Panoff conheceu de perto a estrutura de saúde mantida pelo município e destacou o Hospital Municipal Nossa Senhora da Abadia como exemplo para outras cidades do interior. O município tinha 2.593 habitantes no Censo 2022 e população estimada em 2.733 pessoas em 2025, segundo o IBGE.

Classificada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde como hospital geral municipal, a unidade funciona 24 horas. A estrutura possui centro cirúrgico, espaços destinados ao cuidado materno-infantil e capacidade para o atendimento e a estabilização de pacientes. A rede municipal também promove consultas especializadas e utiliza parcerias regionais para ampliar o acesso a exames e procedimentos de maior complexidade.

“Em um estado do tamanho de Mato Grosso, distância também é um problema de saúde. Quando uma pessoa precisa percorrer centenas de quilômetros para conseguir atendimento, ela perde tempo, dinheiro e, muitas vezes, a tranquilidade de toda a família. Ribeirãozinho mostra que uma cidade pequena pode ser gigante no cuidado com as pessoas”, afirmou Julio.

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A proposta defendida por ele é criar uma política estadual permanente de apoio à estrutura hospitalar dos municípios do interior. O modelo deverá considerar a realidade de cada cidade e reunir cofinanciamento, equipamentos, qualificação profissional, telemedicina, consórcios regionais e sistemas eficientes de regulação.

Segundo Julio, defender hospitais municipais não significa instalar a mesma estrutura em todos os lugares, mas garantir que cada população tenha uma base hospitalar compatível com suas necessidades e uma ligação rápida com os serviços regionais de média e alta complexidade.

“Com planejamento, transparência e cuidado com os recursos públicos, é possível aproximar a saúde de quem mais precisa. O endereço de uma pessoa não pode definir o tempo que ela levará para receber atendimento”, completou.

A experiência de Ribeirãozinho integra a série “Nossas Bandeiras”, que reúne ideias e caminhos construídos a partir das conversas de Julio Panoff com moradores de diferentes regiões de Mato Grosso.

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