Entre eles, o mais nefasto é o de consumir como exóticos, animais silvestres, alguns impensáveis para os locais, mesmo na mais cruel fome.
Vida dura é a do jacaré, cuja principal função é alimentar o topo da cadeia alimentar, quando eclodem são festa para aves, e depois abastecem as sucuris quando jovens e onças quando adultos, com ou sem o rabo..
Foi muito perseguido pelos coureiros, que lhe tiravam o colete e jogavam o resto, agora pelos rabeiros que cortam o rabo e também jogam o resto…
Jogavam na água, aí pessoal fotografava, passaram a jogar nas moitas das barrancas, e, com isso, criaram mais um atrativo, a facilidade de mostrar onças forrageadas artificialmente
Certo é que ficou mais fácil de ver onças do que jacarés na beira do rio Paraguai, e ao final, desapareceu um item essencial na cadeia alimentar das onças.
Que passaram a aproximar-se das casas dos ribeirinhos em busca de presas fáceis como cachorros, galinhas, pequenas criações, sendo previsível um futuro ataque a humanos…
Vida dura a do jacaré do Pantanal, em muitos lugares falta água , falta peixe, noutros onde há água e peixe, sobram rabeiros e onças.
A vida é dura, mas sempre ê possível ao jacaré sobreviver no Pantanal, mesmo perdendo um pedaço, pois ainda há possibilidade de se proteger próximo à casa de um verdadeiro pantaneiro.
Entre o turismo extrativo de massa e as reservas acumuladoras de combustivel vegetal, que quando chove matam os peixes por dequada e quando seca atraem os incêndios que aniquilam fauna e flora, seguem sua dura vida: O jacaré e o Pantanal!
Armando Arruda Lacerda
Porto São Pedro
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