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5 sinais cotidianos para diferenciar o envelhecimento saudável de doenças neurológicas

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Neurologista explica como identificar os limites entre os lapsos de memória comuns da idade e os primeiros indícios de declínio cognitivo


Crédito: Magnific

 

Belo Horizonte, 24 de agosto de 2026 — Esquecer onde guardou as chaves de casa, não se lembrar imediatamente do nome de um conhecido ou perder a linha de raciocínio no meio de uma conversa. À medida que envelhecemos, pequenos lapsos de memória costumam se tornar mais frequentes, gerando uma dúvida inevitável tanto para os idosos quanto para os seus familiares sobre até que ponto esse esquecimento é normal e quando ele passa a ser um sinal de alerta para alguma doença neurodegenerativa.

 

Para Paolla de Magalhães, neurologista do Hospital Orizonti, compreender que o cérebro passa por mudanças naturais com a idade é o primeiro passo, mas é preciso estar atento à perda de funcionalidade. “Assim como o nosso corpo fica mais lento com o passar dos anos, o nosso cérebro também sofre uma redução na velocidade de processamento das informações. O envelhecimento saudável traz certa lentidão para resgatar memórias, mas não apaga o conhecimento acumulado nem impede o idoso de viver de forma independente. É importante diferenciar o esquecimento benigno da demência e o impacto que isso causa na autonomia e na rotina do paciente”, explica a especialista.

 

A confusão entre o que faz parte do envelhecimento e o que pode ser um sinal de alerta para uma doença costuma atrasar o diagnóstico, prejudicando o início do tratamento que pode retardar a progressão dos sintomas. Para ajudar familiares e cuidadores nessa observação, a médica listou cinco sinais cotidianos para diferenciar o envelhecimento natural do Alzheimer. Confira:

 

  1. Esquecimento de informações recentes
    A perda de memória recente é o sintoma mais clássico da doença de Alzheimer. Esquecer temporariamente um compromisso ou o nome de alguém, mas lembrar-se instantes depois ou com a ajuda de alguma dica é algo comum. O ponto de atenção está no esquecimento de informações que a pessoa acabou de receber, se faz a mesma pergunta várias vezes em um curto espaço de tempo e passa a depender cada vez mais de anotações ou de familiares para se lembrar de coisas simples do dia a dia.
  2. Dificuldade para realizar tarefas cotidianas conhecidas
    O idoso começa a ter dificuldade para executar tarefas que fez a vida inteira. Precisar de ajuda para lidar com um aparelho eletrônico novo, como um smartphone ou um controle remoto diferente, é sinal do envelhecimento; o sinal de atenção está nas tarefas em que a pessoa já está acostumada, esquecendo como preparar uma receita clássica de família, confundir-se com as regras do seu jogo de cartas favorito ou não conseguir mais organizar as próprias contas no fim do mês.
  3. Desorientação no tempo e no espaço
    É comum confundir o dia da semana ou a data do mês de vez em quando, mas descobrir rapidamente ao olhar um calendário. Porém, perder a noção da passagem do tempo, esquecer em que ano ou estação estamos são sintomas que pedem atenção. A desorientação espacial também deve ser observada. Se perder em lugares conhecidos, como no próprio bairro onde mora há anos, sem saber como chegou ali ou como voltar para casa.
  4. Problemas de linguagem e comunicação
    Ter a palavra “na ponta da língua” de vez em quando e demorar um pouco para encontrar o termo exato é uma situação que ocorre com todos, o sinal de alerta é quando há dificuldades severas para acompanhar ou participar de uma conversa. O paciente pode parar no meio de uma frase sem fazer ideia de como continuar, repetir o que acabou de dizer ou inventar palavras para objetos comuns, como chamar um relógio de “medidor de horas” por não lembrar o nome.
  5. Alterações de humor, personalidade e comportamento
    Algumas pessoas possuem rotinas mais rígidas e podem ficar irritadas quando essa dinâmica é alterada, mas devemos ficar atentos a mudanças bruscas e inexplicáveis de personalidade. Quem sempre foi dócil pode se tornar agressiva, desconfiada, achando que estão escondendo ou pegando suas coisas, ou apática, perdendo o interesse por hobbies, interações sociais e passando a se isolar.
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A especialista ressalta que, ao identificar esses sinais de alerta, a família não deve confrontar o idoso de forma agressiva, mas sim buscar avaliação médica. “Muitas famílias têm medo do diagnóstico de Alzheimer, mas o diagnóstico precoce é o que impacta na qualidade de vida. Hoje temos medicamentos e intervenções multidisciplinares que ajudam a preservar as funções cognitivas por mais tempo, controlam as alterações de comportamento e dão à família a oportunidade de se planejar para cuidar desse paciente com o carinho e a dignidade que ele merece”, conclui a neurologista do Hospital Orizonti.

 

Sobre o Hospital Orizonti

O Hospital Orizonti faz parte do Grupo Orizonti, fundado pelos médicos Amândio Soares Fernandes Júnior e Roberto Porto Fonseca – tendo como sócios os doutores Ernane Bronzatti e Marcelo Guimarães, conta com mais de 250 leitos, centro cirúrgico completo, além de centro de medicina nuclear e de diagnóstico por imagem, centro de transplante de medula óssea (TMO) e radioterapia. São mais de 55 especialidades disponíveis, entre elas neurologia, oncologia, ortopedia e cardiologia. O edifício bioclimático possui jardins internos e um dos maiores telhados verdes da América Latina – mais de 7 mil metros quadrados. Cercado pelas montanhas da Serra do Curral, integrado ao meio ambiente, tem vista panorâmica para Belo Horizonte (MG).

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Informações à Imprensa – JeffreyGroup

Pedro Ramos 

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