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Essa Transpantaneira não pode continuar parada aí!

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Defesa da modernização da infraestrutura reacende discussão sobre desenvolvimento, preservação ambiental e valorização da cultura pantaneira

Palavras do Engenheiro Heraldo Cândia Figueiredo, que nos enchem de esperança ao ver o entusiasmo com que este técnico de raízes pantaneiras profundas, assume desassobradamente, a retomada de obras de modernização na infraestrutura do Pantanal.

São 40 anos em que ate os muitos pantaneiros sejam acomodaram numa postura de neutralidade, diante da avalanche assombrosa oportunistas e vigaristas “salvadores do Pantanal em busca de lucro fácil que passou a dominar com a proibição de qualquer coisa que não respeitasse o monopólio midiático da polilitica que impuseram sobre o Pantanal.

Finalmente o Pentecostes e o Santo Espírito dominam o cenário no Pantanal de Poconé e Corumbá, que jogaram a canga do não fazer e do tudo proibido, baseados no princípio da preocupação com a preservação ambiental fanática: “-Manter-se esse status quo como dogma não é uma postura neutra; por padrão, é continuar com esses sistema comprovadamente deletério destes últimos 40 anos, e passar com sua omissão a colaborar ativamente com a destruição do Pantanal.

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Não se trata somente de uma ponte e uma estrada, em realidade seria a recomposição da artéria que ressuscitará do coma induzido do organismo chamado Pantanal Matogrossense, dividido sem anestesia, num ato comprovado de desatinada prepotência.

Que se ilume e dissipe a fumaça desprendida pelos arautos da estupidez apocalíptica, manipuladores de narrativas aterradoras e permitam a quem o amor que têem o Pantanal como seu lugar de pertencimento, a ter vez e lugar de fala para tentar manter a sustentabilidade da criação tradicional, única alternativa plausível comprovada de atividade econômica para a perenidade do Pantanal.

Reproduzimos o brilhante texto jornalístico com que Paulo Fanaia descrevia com fotos denominado ” Abertura da Estrada Transpantaneira em Poconé MT:

“- A Transpantaneira teve sua construção iniciada em 5 de setembro de 1972, durante o governo de José Manuel Fintanillas Fragelli em Mato Grosso. A execução da obra ficou a cargo da Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso ( Codemat), com supervisão técnica dos engenheiros Enzo Perri, Hilton Campos , Kikio Ninomya Miguel entre outros.

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Fotos artigo e reportagem de Paulo Fanaia
Fotos artigo e reportagem de Paulo Fanaia

Em 1974, o governo federal entregou a ligação asfáltico entre Cuiabá e Campo Grande (BR 163) e também com Goiânia (BR 364) por meio de Rondonópolis. Nesse mesmo período a Transpantaneira foi finalizada, mas sua relevância diminuiu consideravelmente. A inauguração das rodovias federais recém construidas ofereceu uma alternativa de transporte rodoviário naturalmente mais atrativa.”

Que o Pantanal e os pantaneiros consigam oferecer também esta alternativa mais atrativa para manter a multicentenária cultura do pastoralismo tradicional. pelo menos como um contraponto político nos próximos quatro anos.

Armando Arruda LacerdaPorto São Pedro

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