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Estresse pode alimentar ciclo de crises de enxaqueca e afetar a saúde mental

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Mais do que uma dor de cabeça, a enxaqueca pode afetar saúde emocional, produtividade e relações pessoais, exigindo uma abordagem integrada

Entre as condições que podem ser desencadeadas ou agravadas pelo estresse está a enxaqueca, doença neurológica que afeta cerca de 15% da população mundial e mais de 30 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A relação entre enxaqueca e saúde mental é bidirecional: estresse, ansiedade e depressão podem contribuir para o aumento da frequência e intensidade das crises, enquanto conviver com uma doença crônica e imprevisível também pode afetar o bem-estar psicológico.
“A enxaqueca não termina quando a dor passa. O paciente muitas vezes vive antecipando a próxima crise, reorganizando compromissos, faltando ao trabalho e tentando identificar o que pode desencadear uma nova dor. Essa condição de alerta constante pode impactar diretamente a saúde emocional”, explica a neurologista Thais Villa, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca.

 

Segundo a médica, sinais como cansaço persistente, alterações do sono, ansiedade, tristeza e esgotamento emocional merecem atenção, especialmente quando aparecem associados a crises recorrentes de dor de cabeça.

 

“Controlar a enxaqueca vai muito além de tratar a dor naquele momento. É preciso investigar o que está acontecendo com o paciente como um todo: como ele está dormindo, como está sua saúde emocional, com que frequência tem crises e se está usando medicamentos. O tratamento precisa romper esse ciclo”, afirma Thais.
Impacto também chega ao trabalho
A enxaqueca está entre as principais causas de incapacidade no mundo e pode comprometer concentração, produtividade, energia e desempenho profissional. De acordo com a OMS, pessoas que convivem com a doença perdem, em média, 4,6 dias de trabalho por mês, e quase 70% relatam impactos significativos na vida profissional.
O problema pode ser agravado pelo hábito de recorrer repetidamente a analgésicos e anti-inflamatórios para conseguir manter a rotina. O uso excessivo de medicamentos para dor pode levar à chamada “dor de rebote” por uso excessivo de medicamentos, contribuindo para a manutenção ou piora do quadro.
“Muitos pacientes acreditam que precisam simplesmente suportar a dor ou tomar um analgésico para continuar trabalhando. Mas, quando as crises são frequentes, é fundamental buscar diagnóstico e tratamento adequados. A automedicação recorrente pode fazer parte do problema, e não da solução”, alerta Thais Villa.
Tratamento integrado
A enxaqueca não tem cura, mas pode ser controlada. A abordagem do Tratamento 360º propõe olhar para os diferentes fatores que influenciam a doença. Entre as estratégias preventivas disponíveis estão a toxina botulínica e medicamentos baseados em anticorpos monoclonais anti-CGRP, que atuam de forma direcionada em mecanismos envolvidos na doença.
“O paciente não precisa organizar a vida em torno da próxima crise. Com diagnóstico preciso e tratamento adequado, é possível reduzir a frequência e a intensidade das crises e recuperar a qualidade de vida. O primeiro passo é deixar de banalizar a doença, porque nenhuma dor deve ser considerada normal”, conclui a neurologista.

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Para entrevista:

Dra Thaís Villa (CRM 110217) – Neurologista com Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Fundadora do Headache Center Brasil, que em 2026 completou 10 anos de atendimentos. A clínica multiprofissional é pioneira no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP no período de 2015 a 2022. Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.

 

Site do Headache Center Brasil: www.headachecenterbrasil.com.br

Instagram: @headache_center_brasil

Contato para pautas:

Mirian Cruz [email protected]
Angelo Sastre[email protected]
www.viracomunicacao.com.br

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