Evento realizado pelo SESI MT, em parceria com o Sebrae MT, reuniu cinco equipes multidisciplinares em uma maratona de inovação com foco na saúde mental no ambiente de trabalho.
Em 48 horas, 25 pessoas divididas em cinco equipes multidisciplinares se dedicaram a desenvolver soluções para um problemas reais de empresas da nossa região. O Hackathon SESI Experience 2026 foi realizado entre 18 e 20 de setembro no Instituto SENAI de Tecnologia (IST), em Cuiabá, pelo SESI Mato Grosso em parceria com o Sebrae MT.
O tema foi tratado dentro do campo da Saúde e Segurança do Trabalho (SST), área em que o SESI atua junto às indústrias do estado há mais de 50 anos. A proposta era chegar a protótipos com potencial de aplicação prática no setor industrial, e não apenas a ideias.
Um método para filtrar resultados
Parte da organização do evento se apoiou na metodologia HackStars, responsável pela execução técnica. O modelo organiza a maratona em etapas: formação de equipes multidisciplinares, mentorias técnicas e de negócios, pontos de avaliação ao longo do processo (os chamados checkpoints) e construção de protótipos funcionais, os MVPs.
Nos checkpoints, as equipes apresentaram a evolução dos projetos aos avaliadores, receberam retorno e ajustaram o rumo antes da etapa seguinte.
A escolha do método foi deliberada, segundo Weslley Teixeira, gerente de Desenvolvimento de Negócio do SESI MT. Ele conta que a instituição idealizou o evento antes de definir o formato e avaliou que, sem estrutura, o resultado ficaria aquém do esperado.
O que pesou na decisão, segundo ele, foi a combinação de seleção dos participantes e composição das equipes. Cada grupo reúne um profissional experiente em negócios, um desenvolvedor e um especialista da cadeia produtiva em questão, a quem a metodologia chama de “curioso”. “Essa dinâmica vai impactar no produto final. E, no final do dia, é isso que o SESI quer”, diz.
Por que um hackathon
Para Weslley, o formato responde a uma limitação das próprias empresas. “Hoje, o cenário brasileiro já tem uma margem muito apertada em qualquer segmento. Então, para uma empresa dedicar esforço e tempo para encontrar soluções para os problemas do dia a dia, muitas vezes é muito complexo”, avalia.
Ele relata que o SESI fez, com o IEL e o Observatório, um mapeamento de problemas enfrentados pelas agroindústrias do estado, e que o hackathon é uma das formas de dar resposta a essa lista em pouco tempo. “Em 48 horas, minimamente, eu já tenho um MVP, já tenho uma solução. É claro que ela vai precisar ser refinada e aprimorada, mas já dá uma luz”, explica.
O evento está ligado ao Hub SESI Experience, iniciativa de inovação que a instituição ainda estrutura. Durante as avaliações, segundo o gerente, os projetos em desenvolvimento foram acompanhados por representantes da Agrirub, da SEPLAG, do IEL e da TRAEL.
Henrique Rolim, idealizador da metodologia HackStars, destaca o que se espera depois do evento. “Conseguimos transformar desafios reais em uma jornada estruturada de colaboração, desenvolvimento e validação de soluções com potencial de continuidade após o evento”, afirma.
Premiação
A vencedora foi a equipe 5, que trabalhou sobre o desafio apresentado pela TRAEL. O grupo foi formado por Ana Paula, da Prefeitura de Sorriso; Lucas Estrela, da Wcogeo; Gabriel Alex, da Movere Software; Rodrigo Amorim, da Amaggi; e Henrique Pinheiro, da All Computer IT Solutions.
Como prêmio, o grupo recebeu uma Missão Técnica Internacional para Lisboa, em Portugal, com participação no Web Summit 2026, oferecida pelo Sebrae Mato Grosso. O Web Summit é uma das maiores conferências de tecnologia e empreendedorismo do mundo.
































