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Indicadores econômicos mostram se a pecuária de corte realmente cria valor

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Produtividade, faturamento, custos, margem e retorno sobre o investimento revelam se a eficiência técnica vira resultado na fazenda

Ganho médio diário, taxa de prenhez, lotação e idade ao abate ajudam a verificar se o sistema de produção está funcionando adequadamente. Embora sejam necessários para orientar o manejo, esses índices não mostram, isoladamente, se a propriedade de pecuária de corte é rentável.

De acordo com o diretor técnico da SIA, Armindo Barth Neto, a gestão precisa diferenciar os indicadores utilizados para conduzir a operação daqueles que medem o desempenho do negócio. “Os indicadores técnicos mostram se a fazenda está seguindo o caminho planejado, mas não garantem que a atividade esteja criando valor. Essa resposta aparece quando produtividade, faturamento, custos, margem e retorno são avaliados em conjunto”, explica.

Entre os indicadores de meio estão ganho médio diário, taxas de prenhez, taxa de desmame, lotação e desfrute, além de idade ao abate e mortalidade. Eles permitem identificar falhas produtivas, acompanhar a evolução do rebanho e orientar decisões relacionadas a manejo, nutrição e reprodução.

A produtividade, medida em quilos ou arrobas de peso vivo produzidos por hectare ao ano, é um dos principais indicadores para avaliar o desempenho do sistema. O resultado reúne os efeitos do manejo, da nutrição, da genética, da sanidade e do planejamento adotado na propriedade.

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Segundo Barth Neto, analisar apenas o desempenho individual dos animais pode esconder limitações no uso da área. “Um rebanho pode apresentar bom ganho de peso, mas isso precisa ser relacionado à quantidade produzida por hectare. A produtividade permite enxergar o sistema de forma mais ampla e comparar sua evolução ao longo do tempo”, observa.

O faturamento por hectare ao ano mostra quanto a comercialização dos animais gera em receita para a fazenda. O cálculo pode considerar o volume vendido, em quilos ou arrobas, e o preço recebido pelo produtor no período analisado.

A receita, porém, precisa ser confrontada com o Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne os desembolsos realizados para manter a produção. Entram nessa conta despesas com suplementação, fertilizantes, sementes, medicamentos, mão de obra, combustível, manutenção e serviços terceirizados.

A diferença entre o faturamento e o COE forma a margem operacional. Esse indicador mostra quanto permanece disponível para remunerar a estrutura da propriedade, realizar investimentos e gerar lucro para o produtor.

O retorno sobre o investimento, conhecido pela sigla ROI, relaciona o resultado obtido ao capital empregado na atividade. A análise permite comparar a pecuária com outras possibilidades de aplicação dos recursos e verificar se o patrimônio envolvido está sendo remunerado de forma compatível.

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Outro indicador é o resultado econômico por hectare ao ano, que mostra quanto valor a atividade gera em determinada área. A medida facilita comparações entre sistemas de pecuária e outras atividades agropecuárias, especialmente em decisões sobre uso da terra e novos investimentos.

Para Barth Neto, o acompanhamento conjunto evita que bons números produtivos sejam confundidos com sucesso econômico. “A pecuária de alta performance precisa produzir bem, controlar os desembolsos e remunerar o capital. Os indicadores técnicos orientam o trabalho, mas o objetivo final é gerar mais valor por hectare com rentabilidade”, conclui.

Foto: Armindo Barth Neto/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
 
Foto em anexo
Rádios: boletim com versão pronta para veiculação disponível no link abaixo.
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Assessoria de Comunicação – SIA Brasil
AgroEffective

Nestor Tipa Júnior

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