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Lesões por pressão: prevenção é essencial dentro e fora do hospital

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As lesões por pressão, também conhecidas como úlcera, são feridas que surgem em áreas do corpo submetidas à pressão prolongada, principalmente em pacientes acamados ou com mobilidade reduzida. No Brasil, milhares de pessoas hospitalizadas ou em cuidados domiciliares desenvolvem algum tipo de lesão a cada ano, representando um desafio significativo para a saúde pública e aumentando os riscos de infecção, dor intensa e internações prolongadas.

Estudos recentes mostram que as lesões por pressão são um problema sério no Brasil. Uma pesquisa publicada no Brazilian Journal of Development, que avaliou 16 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) brasileiras, revelou que a prevalência dessas lesões varia entre 35% e 64%, enquanto a incidência chegou a 64,3% em casos específicos. Outro levantamento, realizado em UTIs de hospitais públicos cardiológicos e publicado na Revista Estima, apontou uma prevalência pontual de 46,34%. Esses números evidenciam que o risco não se limita ao ambiente hospitalar e que pacientes acamados ou com mobilidade reduzida em casa também precisam de atenção constante.

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A professora e enfermeira da Escola Técnica Estadual de Cáceres, Eliane Duarte, explica que as lesões por pressão não surgem de forma repentina. “Elas se desenvolvem quando a pele e os tecidos sofrem pressão contínua, geralmente sobre ossos como quadril, calcanhar e coluna. O acompanhamento diário e a mudança frequente de posição são essenciais para prevenir complicações, tanto no hospital quanto em casa”, afirma.

Ela reforça que pequenas atitudes diárias podem fazer grande diferença. “Reposicionar o paciente regularmente, manter a pele limpa e hidratada, observar sinais de vermelhidão ou endurecimento, estimular movimentos sempre que possível e oferecer uma alimentação nutritiva ajudam a proteger a pele e a saúde do paciente”, explica.

Pacientes acamados em domicílio podem se beneficiar de colchões ou almofadas especiais que distribuem a pressão e reduzem o risco de lesões. Sobre a importância do cuidado familiar, Eliane destaca: “A educação de cuidadores e familiares é fundamental. Muitas vezes, o cuidado em casa é feito sem orientação adequada e isso aumenta o risco de complicações. Ensinar prevenção salva vidas e evita sofrimento desnecessário.”

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As consequências de uma lesão por pressão não tratada podem ser graves. Além de infecções locais, podem evoluir para infecções sistêmicas, aumentando o risco de internações prolongadas e até mortalidade, especialmente em pacientes idosos ou com outras condições crônicas. O impacto emocional também é significativo, prejudicando a mobilidade e a qualidade de vida.

A professora destaca ainda que a prevenção envolve atenção e humanização do cuidado. “Cada paciente merece ser observado, respeitado e protegido. Pequenos gestos diários, como reposicionar alguém, manter a pele limpa e hidratada ou identificar sinais iniciais de lesão, fazem toda a diferença”, reforça. E completa: “Prevenir é sempre melhor do que tratar. Cada ação diária é um passo para proteger a saúde e a dignidade do paciente, seja no hospital ou em casa.”

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