Estado, segundo o governador, busca definir investimentos e obras, sem retirar a gestão da autarquia do Município
Da Reportagem
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou que o Governo de Mato Grosso tenha defendido uma intervenção no Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande.
Ele afirmou que a prioridade da gestão estadual é encontrar uma solução para ampliar o abastecimento de água no município.
Segundo o governador, o Estado trabalha na elaboração de um plano de ação para definir quais investimentos e obras serão necessários para enfrentar o problema, sem retirar a administração da autarquia do município.
“Eu não sei quem falou em intervenção. Da nossa parte, nós nunca falamos. Estamos estudando medidas responsáveis para ajudar a fazer a água chegar a todas as casas de Várzea Grande”, afirmou.
Pivetta explicou que o diagnóstico técnico sobre a situação do sistema de abastecimento está em fase final e servirá de base para definir as ações que poderão ser executadas pelo Estado.
A expectativa, segundo ele, é que o plano esteja concluído até o fim desta semana.
“As medidas necessárias vão depender do diagnóstico que está sendo elaborado. Precisamos saber quais obras precisam ser feitas e quais equipamentos precisam ser adquiridos. Até o final da semana, teremos o plano completo de ação”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de solucionar a crise sem uma intervenção na autarquia, o governador respondeu que acredita ser possível.
Ele destacou que o DAE conta com servidores experientes, que conhecem a realidade do sistema e podem contribuir para a recuperação do serviço.
“Eu acredito que sim. Lá existem servidores que conhecem como ninguém os problemas e também as soluções de que o DAE precisa para cumprir sua missão, que é levar água para toda a população”, declarou.
Pivetta também descartou, neste momento, qualquer discussão sobre privatização do sistema de abastecimento.
Segundo ele, não há interesse da iniciativa privada em assumir a autarquia nas atuais condições.
“Não somos nós que vamos falar em privatização. Hoje, nenhuma empresa privada tem interesse em assumir o DAE. O que o Estado vai fazer é ajudar o município a resolver esse problema, seja apoiando ou executando diretamente as ações necessárias”, completou.
A intervenção no DAE vem sendo defendida, de forma ferrenha, pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sergio Ricardo.
O conselheiro, inclusive, já chegou a provocar o Ministério Público Estadual para que um pedido seja feito por suas vezes.


































