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Nem santuário ou sanitário, somente a hospitalidade pantaneira raiz.

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Texto aponta riscos ambientais e reforça tradição da hospitalidade pantaneira como alternativa ao turismo de massa nos rios da região

Um conhecido cantor certa vez ao ser convidado para um safari no Pantanal num dos grandes navios turísticos , recusou-se a andar no que denominou merdívoro ambulante…

Certamente chamou-lhe atenção o elevado número de banheiros a bordo.

Certa feita, descobri que o Ministério da Saúde celebrava convênios com as Prefeituras Municipais para distribuição de kits sanitários para populações carentes.

Fiz um levantamento e pedi 5 vezes mais kits do que seriam necessários para nossa população ribeirinha, pois bastava fazer um buraco, onde assentava-se a fossa e sumidouro, tudo em placas de concreto pré fabricados, ficando a critério do morador dotar cada “casinha” com chuveiro e pia, pois somente o vaso sanitário integrava o conjunto.

Enrolado com equacionar frete de material para a beira do rio, infelizmente, assisti todas as unidades serem rapidamente distribuídas somente entre a população urbana…

Sem querer desqualificar essa tentativa de transferir o possível interesse do Poder Público de fazer infraestrutura, do plano viário e de pontes, para tais banheiros com Internet…

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A questão da transmissão de dados mesmo numa voadeira, parece-me já equacionável com antenas portáteis.

A gama de privadas portáteis que podem ser carregadas e descarregadas quando chegarem aos hotéis e pousadas, com algumas cortinas fechadas daria toda a privacidade ao último assento ( o de alívio).

Acho que atenderia a todos, os operadores pois venderiam as bebidas e o assento com privada portátil no formato de poltrona, atenderia a todas as necessidades humanas, no beber, no comer e nos atos de desbeber e descomer.

Animais de todos os tipos serão atraídos para esses banheiros flutuantes, que certamente poderiam disseminar para a natureza esses resíduos químicos e biológicos acumulados dos seres humanos.

Doar kits de banheiros higiênicos a toda a população ribeirinha ajudariam bem mais a natureza , que também poderiam atender uma urgência dos que navegam.

Vamos manter o foco em melhorar a infraestrutura fixa que facilite o combate a incêndios, levar e trazer turistas, carga e passageiros para as fazendas e pousadas turísticas.

Anexo um pequeno trecho do INCT Clima Veg, Instituto Nacional de Ciencia e Tecnologia para tratar de assuntos de biodiversidade, ecologia do ambiente inteiro e até mudanças climáticas:

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:- O INCT ClimaVeg foi criado com o objetivo de estudar práticas de manejo pastoril, combinadas ou não com queimadas prescritas, com vistas a reduzir o risco de incêndios catastróficos em vegetação nativa de campo ou cerrado”, explica Valério De Patta Pillar, professor do Instituto de Biociências da UFRGS e coordenador do projeto.”

Disto podemos concluir sem medo de errar: “- O Pantanal não deveria ser chamado nem de santuário nem de sanitário, antes deveriam os “turistas e seus guias” buscarem sempre adentrar uma propriedade privada no Pantanal, em caso de necessidade.

Temos certeza que, seja na sede do fazendeiro criador ou na humilde casa ribeirinha, acessar sempre pela porta da frente e prontamente convidado, caso precise, a usar o banheiro daquela moradia, aliás um dever de solidariedade pantaneira tradicional, dar de beber comer e atender aos viajantes, pois podem ser um dos anjos ou até o próprio Senhor…

Armando Arruda LacerdaPorto São Pedro

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