A Transpantaneira integra paisagens alagáveis, rica biodiversidade pantaneira e tradições culturais em Poconé – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
1996: A MT-060 é declarada Estrada Parque Transpantaneira.
2026: O plano de manejo da estrada recebe aprovação oficial.
Hoje: A rota liga Poconé a Porto Jofre por cerca de 145 km e 125 pontes.
A resposta está na própria paisagem. O Ministério do Turismo informa que a estrada tem cerca de 145 km e 125 pontes entre Poconé e Porto Jofre. Ao longo do trajeto, as margens funcionam como um observatório aberto para jacarés, capivaras, tuiuiús, sucuris e diferentes espécies de aves, fazendo do deslocamento parte central da experiência. O próprio ministério apresenta a via como um dos principais corredores turísticos do Pantanal mato-grossense, não apenas como ligação rodoviária.
Esse contato não depende de uma atração isolada. A própria estrada conduz o visitante por ambientes que mudam com o ciclo de cheias e secas do Pantanal, enquanto fazendas e pousadas turísticas ajudam a dividir o percurso em etapas. Passeios de barco, cavalgadas e atividades de observação de fauna completam o roteiro sem retirar da estrada o papel de grande vitrine natural. A Sema registra a unidade de conservação no bioma Pantanal, integralmente no município de Poconé, com área oficial superior a 8,6 mil hectares.
A viagem não começa apenas na entrada da rodovia. Poconé funciona como base para quem segue pela Transpantaneira e reúne elementos culturais que ajudam a entender a identidade local. A prefeitura destaca a Cavalhada, manifestação de origem portuguesa incorporada aos festejos de São Benedito e encenada com referências às batalhas entre mouros e cristãos. Essa herança ajuda a explicar por que a experiência no município não se limita à observação da paisagem e dos animais.

O que muda na viagem entre cheia e seca?
O Pantanal muda de aparência conforme a água avança ou recua. O Ministério do Turismo destaca que o ciclo de cheias e secas redesenha rios, baías e campos, além de influenciar a dinâmica da vida silvestre e das comunidades. Assim, uma mesma parada da Transpantaneira pode oferecer cenários bastante diferentes em momentos distintos do ano. O visitante, portanto, encontra um território sazonal, e não um cenário fixo que se repete mês após mês.
| Trecho | Foco |
|---|---|
| Cuiabá a Poconé | Cerca de 100 km até a principal porta de entrada do Pantanal Norte. |
| Poconé a Porto Jofre | Cerca de 145 km pela Transpantaneira, com 125 pontes e observação de fauna. |
Poconé fica a cerca de 100 km de Cuiabá, distância informada por órgãos públicos federais e municipais. A partir do município, a MT-060 segue rumo a Porto Jofre, formando o corredor turístico da Transpantaneira. Como o percurso atravessa uma planície marcada pela dinâmica das águas, condições de deslocamento podem variar e precisam ser consultadas perto da data da viagem. Poconé funciona, por isso, como referência urbana antes de seguir para os trechos mais longos em direção ao interior da planície.
Poconé merece entrar no roteiro
Entre pontes, campos inundáveis, aves e tradições locais, Poconé oferece algo raro: o caminho até o destino também se transforma em atração. A Transpantaneira permite observar o Pantanal em movimento, enquanto a cidade acrescenta cultura e estrutura à viagem. Se a ideia é conhecer o bioma com tempo e atenção, eu reservaria mais de um dia para esse percurso e deixaria espaço para observar sem pressa. É uma viagem em que desacelerar deixa de ser detalhe e passa a fazer parte da forma de enxergar o lugar.





























