Períodos livres na grade, autonomia de aprendizagem e formação de professores como estratégias permanentes de bem-estar estudantil
São Paulo, setembro de 2026 – A saúde mental dos estudantes de medicina não é um tema restrito aos serviços de apoio psicológico e ocupa, inclusive, espaço no próprio projeto pedagógico das escolas médicas. Diante de uma geração que enfrenta altas taxas de ansiedade, esgotamento e sobrecarga acadêmica, as instituições de ensino vêm trabalhando para criar ambientes de aprendizagem mais saudáveis e inclusivos, movimento incentivado pelas diretrizes de acreditação da educação médica brasileira.
Na Faculdade São Leopoldo Mandic, esse cuidado começa pela própria organização da rotina. A grade curricular prevê as chamadas Áreas Verdes: períodos livres planejados em que o estudante pode escolher como utilizar seu tempo, seja para estudar, praticar atividade física, descansar ou realizar ações de autocuidado. A proposta atende às recomendações do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME), que orienta as instituições a garantirem espaços destinados ao bem-estar e à autonomia do aluno.
Segundo o médico psiquiatra da graduação e pós-graduação em medicina da instituição, Dr. Celso Garcia Júnior, essa mudança representa uma alteração importante do modelo tradicional de formação médica, em que toda a carga horária era rigidamente ocupada por aulas. “Não é errado procurar viver bem. Buscar equilíbrio faz parte da formação de um bom profissional. Hoje reservamos momentos em que o estudante pode decidir como cuidar do próprio desenvolvimento e da própria saúde.”
Embora o curso de Medicina continue tendo seis anos de duração, o volume de conhecimento exigido do futuro médico aumentou significativamente. Temas como inteligência artificial, Big Data, liderança, gestão, saúde planetária e atendimento a populações vulneráveis passaram a integrar a formação, ampliando as exigências sobre o estudante. Nesse contexto, preservar espaços de descanso deixou de ser visto como redução de carga e passou a ser entendido como uma estratégia pedagógica para favorecer aprendizagem, concentração e desenvolvimento profissional.
Saúde mental também depende da cultura da faculdade
Além da grade horária, a Mandic trabalha outro conceito cada vez mais discutido na educação médica: o currículo oculto. O termo descreve tudo aquilo que o aluno aprende pela convivência diária, desde a forma como professores tratam pacientes e lidam com dilemas éticos até a forma que se comunicam com equipes e conduzem situações difíceis.
Por isso, a instituição mantém um núcleo dedicado ao desenvolvimento docente, preparando professores não apenas para ensinar conteúdos, mas para compreender seu papel como modelos de comportamento profissional e humano. “O professor será sempre um modelo. A única escolha que ele tem é ser um bom ou um mau modelo. Muitas vezes, a maneira como ele entra no quarto de um paciente ensina mais do que uma aula inteira.”
A proposta busca construir um ambiente acadêmico em que valores como respeito, escuta, ética e empatia sejam vivenciados cotidianamente, reduzindo fatores de sofrimento relacionados à cultura de competição e ao isolamento frequentemente associados à graduação médica.
Autonomia como fator de proteção
Outro pilar do projeto pedagógico é o uso de metodologias ativas, que colocam o estudante como protagonista da própria aprendizagem. Em vez de um ensino exclusivamente baseado em aulas expositivas, o modelo considera diferentes estilos de aprendizagem e as experiências prévias de cada aluno, favorecendo maior autonomia na organização dos estudos.
Para a instituição, formar médicos preparados para cuidar das pessoas também exige formar profissionais capazes de reconhecer seus próprios limites, administrar o tempo e desenvolver uma relação mais equilibrada com a profissão desde a graduação.
Em um cenário em que o Setembro Amarelo amplia o debate sobre prevenção ao suicídio, iniciativas estruturais reforçam uma mensagem importante: cuidar do futuro médico também é uma forma de cuidar dos futuros pacientes.
Sobre a São Leopoldo Mandic
Considerada, por 15 anos consecutivos, uma das dez melhores instituições de ensino superior do país segundo o Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC, a Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas, reúne, em seu corpo docente, professores doutores com vasta produção científica formados pelas melhores instituições de ensino do Brasil e do exterior. Estruturada com laboratórios de última geração, clínicas odontológicas completas, cenários de prática em hospitais e Unidades Básicas de Saúde conveniados, a instituição oferece aos alunos vivência prática nos cursos de Odontologia e de Medicina desde o 1º ano, bem como atividades de pesquisa e prestação de serviços comunitários. Dispõe de laboratórios de simulação realística, recursos modernos para diagnóstico e treinamento, que estão a serviço dos cursos de graduação e pós-graduação. Conta também com projetos de extensão como o Barco da Saúde, que leva atendimento médico e odontológico às comunidades carentes. A Faculdade São Leopoldo Mandic faz parte do Grupo Mandic, que possui outras nove unidades de pós-graduação distribuídas pelo país e uma em Portugal. Também fazem parte do Grupo mais três Faculdades de graduação em Medicina, nas cidades de Araras-SP, Limeira-SP e a Faculdade de Medicina do Sertão (FMS) em Arcoverde-PE.
Assessoria de Imprensa Grupo Mandic:
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Sílvia Balbo Messias – [email protected]


































