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Tabagismo, obesidade e hipertensão aumentam o risco de tumores renais

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Urologista alerta para fatores de risco que podem ser modificados ao longo da vida
A prevenção continua sendo uma das principais aliadas da saúde renal. Em 18 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, especialistas reforçam a importância de controlar fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
Segundo o urologista do Hospital São Mateus, Dalvâni Elias Dorn, muitas pessoas desconhecem que hábitos e condições de saúde aparentemente comuns podem influenciar diretamente o risco de desenvolver tumores renais ao longo da vida.
“Grande parte dos fatores associados aos tumores renais pode ser modificada. Evitar o cigarro, manter o peso adequado, controlar a pressão arterial e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes para reduzir esse risco”, destaca.
Segundo estimativas do Cancer Global Observatory (Globocan), foram registrados 11.090 novos casos da doença no Brasil em 2022, sendo 7.048 em homens e 4.042 em mulheres. Já o Atlas da Mortalidade por Câncer aponta que o câncer de rim foi responsável por mais de 4.500 mortes no país em 2024.
A ausência de sintomas nas fases iniciais faz com que muitos casos sejam descobertos apenas durante exames de imagem realizados por outros motivos, muitas vezes sem que houvesse suspeita prévia de câncer.
De acordo com o especialista, esse é um dos principais desafios para o diagnóstico precoce e explica por que muitos pacientes recebem o diagnóstico de forma inesperada.
“Hoje, grande parte dos tumores renais é identificada durante ultrassonografias, tomografias ou ressonâncias realizadas por outros motivos. Isso permite detectar lesões
menores e em estágios mais precoces, ampliando as possibilidades de tratamento e as chances de cura”, explica.
Os sintomas costumam surgir apenas em fases mais avançadas. Entre os principais sinais de alerta estão sangue na urina, dor persistente na região lombar, presença de massa abdominal, perda de peso sem explicação, fadiga, febre recorrente, anemia e alterações laboratoriais sem causa aparente.
Diagnóstico precoce faz diferença
Quando identificada ainda restrita aos rins, a doença apresenta excelentes perspectivas de tratamento. Nesses casos, as taxas de sobrevida podem superar 90%, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
Além de ampliar as chances de cura, a identificação em estágios iniciais permite abordagens menos agressivas e mais individualizadas. A evolução das técnicas cirúrgicas e dos tratamentos disponíveis também ampliou as possibilidades terapêuticas nos últimos anos.
A cirurgia permanece como o tratamento padrão para a maioria dos tumores localizados. Sempre que possível, busca-se preservar parte do órgão por meio da nefrectomia parcial, procedimento que remove apenas a área afetada e mantém o restante do rim saudável.
Nos últimos anos, os avanços tecnológicos também contribuíram para a evolução do tratamento. Técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, passaram a oferecer procedimentos mais precisos, menor impacto ao organismo e recuperação mais rápida aos pacientes.
Além disso, terapias-alvo e imunoterapia transformaram o tratamento dos casos avançados, proporcionando maior controle da doença e melhor qualidade de vida.
A informação continua sendo uma das principais aliadas no combate à doença. Por isso, especialistas reforçam a importância da prevenção, do acompanhamento médico regular e da atenção aos fatores de risco.
“Quando identificado precocemente, o câncer de rim apresenta elevadas chances de cura. Por isso, a prevenção, a atenção aos fatores de risco e o acompanhamento médico regular continuam sendo fundamentais”, finaliza o urologista.
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