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Vacinados com dose fracionada devem se imunizar contra febre amarela, risco em período turístico

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Dose fracionada foi administrada em campanhas emergenciais em 2018

Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra a febre amarela, não só para aqueles não imunizados previamente, mas também para indivíduos que receberam a dose fracionada em 2018. Esta medida, adotada à época em alguns estados para ampliar a cobertura vacinal diante da limitação de fornecimento, oferece proteção estimada em até cerca de oito anos. Com o término desse período, é fundamental que os vacinados retornem às unidades de saúde para garantir a manutenção da proteção.

 

Em 2018, a vacina utilizada de forma fracionada foi disponibilizada exclusivamente na rede pública. Já na rede privada, a vacina habitualmente ofertada não possui autorização para fracionamento.

 

O Brasil e diversas áreas das Américas são consideradas regiões endêmicas para a febre amarela. Embora os casos atuais estejam concentrados em áreas específicas, o grande fluxo de pessoas entre zonas urbanas e regiões de risco, especialmente durante períodos de férias e eventos como o Carnaval, aumenta a preocupação das autoridades sanitárias.

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“A doença é transmitida por mosquitos e não há registro de transmissão entre humanos, mas cabe lembrar que o Aedes aegypti, um mosquito presente nas cidades, pode funcionar como vetor e transmitir o vírus”, explica Sylvia Freire, infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde.

 

A ocorrência de casos em áreas próximas a regiões de elevada densidade populacional expõe também a população urbana, devido à circulação frequente de indivíduos entre áreas rurais e urbanas e a presença de mosquitos potencialmente transmissores nos dois cenários. A vacinação em massa é considerada essencial para prevenir a febre amarela urbana, evitando surtos e protegendo a saúde coletiva e é recomendada para todas as pessoas entre 9 meses e 59 anos de idade, que não foram previamente imunizados.

 

Apesar da elevada importância epidemiológica associada à sua letalidade, a febre amarela não é a arbovirose mais frequente no Brasil, ficando atrás em número de casos de adoecimento por dengue, chikungunya e zika. “É considerada uma doença de evolução abrupta e gravidade variável. Parte dos casos se manifesta na forma de sintomas leves e autolimitados, porém os quadros graves são de elevada letalidade”, afirma a médica.

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