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“Cultura resultadista está acabando com o futebol”: após mais um tropeço, Dresch defende Barros no Cuiabá e garante reforços ao torcedor

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TIME FOI VAIADO EM CASA

Por Pedro Coutinho – Da Redação

O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristiano Dresch, saiu em defesa do técnico Eduardo Barros após o empate sem gols diante do Grêmio Novorizontino, neste sábado (16), na Arena Pantanal, pela nona rodada da Série B. Pressionado pela sequência sem vitórias em casa e pela campanha irregular, o dirigente afirmou estar “confortável” com o trabalho do treinador e criticou o que classificou de “cultura resultadista” no futebol brasileiro. Dresch ainda garantiu que o clube vai buscar reforços na próxima janela, que abre em julho.

O empate aumentou o clima de insatisfação da torcida auriverde, que vaiou o elenco logo após o apito final de hoje. O Dourado chegou ao sétimo empate na competição, segue com apenas uma vitória na Série B e estacionou na 15ª colocação, com 10 pontos, a apenas dois do Z-4. O time também ampliou o jejum de mais de três meses sem vencer como mandante.

Mesmo diante da pressão, o cartola sustentou que o desempenho apresentado contra o Novorizontino, e nas demais partidas, mostra evolução da equipe e justificou o apoio ao treinador pelo contexto enfrentado pelo elenco. Dresch justifica que o time, que segue empilhando oportunidades desperdiçadas a cada empate, é organizado, competitivo e infelizmente vem sendo castigado porque a bola não entra.

“Quem entende um pouco de futebol vê que o time é muito organizado. Não é fácil empurrar o Novorizontino para trás igual a gente fez”, afirmou o presidente, destacando os nove desfalques do elenco e o uso de atletas recém-promovidos da base no banco de reservas, bem como o triplo de investimento recebido pelo clube paulista.

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Segundo ele, o trabalho de Eduardo Barros precisa de continuidade para amadurecer. Questionado se estaria confortável com o comando de Edu, que segue oscilando quando o assunto é resultado positivo, Dresch comparou a trajetória do treinador com a própria ascensão do Cuiabá no cenário nacional.

“O Edu é um treinador jovem, vai construir a história dele. É igual o Cuiabá, que há 10 anos ninguém respeitava. Hoje é um clube conhecido nacionalmente”, disse.

Na sequência, Dresch criticou o imediatismo no futebol brasileiro e afirmou que demissões precoces prejudicam o desenvolvimento dos clubes e dos profissionais, citando os casos de Crespo e Roger Machado, que foram dispensados do São Paulo quando o time ocupava a vice-liderança e o G-4 do Brasileirão, respecivamente,

“Essa cultura resultadista está acabando com o futebol brasileiro. O cara empata em casa e já perguntam se está satisfeito com o treinador. Tem que olhar o que o time produz. Hoje só faltou a bola entrar”, completou.

O Cuiabá teve, de fato, as melhores oportunidades da partida, assim como em outros desafios, mas segue em desperdício. Depois de um primeiro tempo truncado, a equipe voltou mais agressiva na etapa final e acumulou chances claras de abrir o placar. Yamil Asad quase marcou em um voleio que passou raspando a trave. João Basso também levou perigo em cabeçada após escanteio.

As oportunidades mais claras, porém, pararam nos pés de Mateus Santos. Aos 40 minutos, o atacante recebeu livre na área, cara a cara com o goleiro Jordi, mas finalizou em cima do arqueiro. Já nos acréscimos, voltou a ficar sozinho diante do gol e desperdiçou novamente.

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Enquanto o ataque voltou a falhar — o Cuiabá segue como pior ataque da Série B, com apenas quatro gols marcados —, o sistema defensivo continua sendo um dos pontos positivos. Com apenas quatro gols sofridos, o time divide com o Esporte Clube Juventude a melhor defesa da competição.

Cristiano Dresch reconheceu que o elenco precisa de ajustes e confirmou que o clube pretende investir em peças para setores considerados carentes. “A gente sabe que precisa investir em posições que estão carentes. É isso que vamos fazer na janela, podem ter certeza”, garantiu.

Ele comentou ainda sobre a queda de público na Arena Pantanal e admitiu que a retomada da confiança do torcedor passa diretamente pelos resultados dentro de campo. O Dourado segue tendo uma das piores médias de torcedores da Segundona em 2026.

“O torcedor vai voltar quando a gente voltar a ganhar, jogar bem e vencer de 1, 2, 3 a 0. Ele tem o direito de cobrar. Quem veio aqui hoje sofreu junto com a gente”, afirmou.

Antes da partida, o Cuiabá já entrava pressionado pelo início ruim na Série B. Apesar de estar invicto há cinco rodadas, acumulava empates e vinha de outro 0 a 0, diante do Athletic, fora de casa. Agora, tenta encerrar a sequência negativa na próxima sexta-feira (22), quando enfrenta o Clube Náutico Capibaribe, às 18h (de MT), nos Aflitos, em Recife.

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