Acusações divulgadas por Léo Dias colocam Samir Xaud no centro de nova polêmica; CBF nega irregularidades e diz que despesas seguem critérios institucionais
Getty Images e Léo Dias
Everson Teodoro
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, tornou-se um dos assuntos mais comentados do país após ser alvo de denúncias envolvendo o suposto uso da estrutura e de recursos da entidade para custear viagens e hospedagens de mulheres ligadas ao dirigente durante compromissos internacionais relacionados ao futebol.
As acusações foram apresentadas pelo jornalista Léo Dias durante o programa Melhor da Tarde, da Band, e repercutiram rapidamente nas redes sociais. Segundo a reportagem, documentos e comprovantes indicariam despesas atribuídas à CBF em viagens realizadas nos Estados Unidos e no México durante o período da Copa do Mundo.
De acordo com as informações divulgadas, uma empresária de Roraima teria permanecido hospedada em Nova York entre os dias 2 e 10 de junho, enquanto a esposa de Samir Xaud estaria em outro país acompanhando compromissos ligados ao evento esportivo. A reportagem afirma que os custos das hospedagens teriam sido bancados inicialmente por meio da estrutura da entidade.
O caso ganhou ainda mais repercussão por envolver um dirigente que assumiu recentemente o comando da principal instituição do futebol brasileiro. Eleito em maio de 2025, Xaud chegou à presidência da CBF após receber amplo apoio das federações estaduais, consolidando uma candidatura praticamente sem concorrência.
Natural de Roraima, Samir Xaud é médico de formação, empresário e dirigente esportivo. Antes de assumir a presidência da CBF, atuou na administração do sistema de saúde do estado e também desenvolveu atividades ligadas ao setor esportivo. Sua trajetória inclui ainda tentativas de ingresso na política, com candidaturas a deputado estadual e deputado federal.
O dirigente também é herdeiro de uma das famílias mais influentes do futebol roraimense. Seu pai, Zeca Xaud, comanda a Federação Roraimense de Futebol há décadas e construiu forte influência nos bastidores da modalidade.
A chegada de Samir Xaud ao comando da CBF ocorreu em meio a críticas ao modelo de governança da entidade. Na época da eleição, o ex-jogador Ronaldo Nazário chegou a manifestar interesse em disputar o cargo, mas acabou sem apoio suficiente das federações estaduais para viabilizar uma candidatura.
Após ficar fora da disputa, Ronaldo fez críticas ao sistema eleitoral da confederação, afirmando que o modelo concentra excessivo poder nas mãos dos presidentes das federações estaduais.
Com a nova polêmica, as declarações voltaram a circular nas redes sociais e passaram a ser utilizadas por internautas para questionar a estrutura de poder da entidade.
Em resposta às acusações, a CBF divulgou nota oficial negando qualquer irregularidade. A entidade afirmou que todas as despesas realizadas seguem critérios institucionais e que gastos de natureza pessoal são custeados pelos próprios dirigentes.
A confederação também declarou que mantém compromisso com a transparência administrativa e que apresentará os esclarecimentos necessários sobre os fatos divulgados.
Até o momento, não há investigação oficial anunciada sobre o caso. As acusações seguem baseadas nas informações divulgadas pela reportagem, enquanto a CBF mantém a negativa sobre qualquer uso indevido de recursos da entidade.































