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Não tem defesa e não há interpretação diversa, diz delegado sobre mensagens entre ministro e Vorcaro

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CASO BANCO MASTER

Relatório cujo sigilo caiu na terça-feira (1º) reúne mensagens, contratos e registros de encontros entre o fundador do Banco Master e o ministro do STF

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso e candidato a deputado federal, Frederico Murta (Podemos), afirmou que as mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro levantam questionamentos sobre a relação entre os dois. Na avaliação do delegado, o conteúdo das conversas deve ser analisado pelas autoridades e vai além de uma simples troca de mensagens entre conhecidos.

Delegado de polícia há mais de 15 anos, Murta afirmou que sua avaliação considera a experiência acumulada na condução de investigações e na análise de conversas privadas e outros elementos de prova.

“Eu sou delegado de polícia há mais de 15 anos. Já conduzi algumas dezenas de investigações analisando esse tipo de conteúdo, conversas privadas. E uma conversa dessa, em qualquer contexto, envolvendo qualquer pessoa, é mais do que suficiente para embasar um pedido e uma decisão de prisão preventiva”, afirmou Murta em vídeo publicado nas redes sociais.

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Ao comentar especificamente o conteúdo das mensagens, o delegado reforçou que, na avaliação dele, não se trata apenas do contato entre Moraes e Vorcaro, mas do teor das conversas.

“Não é só o fato deles manterem contato, não. É conteúdo mesmo. Tem conversa do Daniel Vorcaro dizendo que o contrato é o mais importante que ele tem e que o pagamento não pode atrasar em hipótese alguma. Uma conversa dessa não tem defesa, não há interpretação diversa. Simplesmente não existe”, afirmou Murta.

A declaração ocorre após a retirada do sigilo de parte das investigações relacionadas ao Banco Master, que tornou públicas mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes. O material passou a gerar novos questionamentos políticos sobre a relação entre o empresário e o ministro do Supremo Tribunal Federal.

Entre os documentos divulgados estão informações relacionadas ao contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes.

Segundo reportagens baseadas no material apreendido, o ministro teria participado da edição de uma minuta do contrato. O escritório de Viviane Barci de Moraes afirmou que o ministro foi consultado sobre possíveis impedimentos legais e que não havia impedimento para a contratação.

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Também foram divulgadas mensagens nas quais Vorcaro demonstra preocupação com o andamento das investigações e busca orientação. Em 15 de novembro de 2025, Vorcaro perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Dois dias depois, ele foi preso pela Polícia Federal ao tentar embarcar em um jato particular, em uma operação que investigava a venda de títulos de crédito falsos pelo banco.

Ao concluir a manifestação, Murta afirmou: “O rei está nu. E todo mundo está vendo”.

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