Acredita-se que o Supremo Arquiteto fechou o processo de criar terra natural no mundo..
Uma viagem pelo Pantanal do Paiaguás nos ensina que os cupins foram os encarregados de manter essa construção em aberto…
Eis um passeio na Fazenda Bom Jesus e nos campos da Fazenda São Camilo, às margens do mesmo Corixo Vermelho do Paiaguás.
O fechamento do gado no rodeio da Bom Jesus e o campo florido de camalotes na vazante da São Camilo, nos mostram a felicidade que o pastoralismo e o pulso das águas trazem ao Pantanal.
Hora de alumas filosofices peregrinas pantaneiras sobre o cupim, tão útil para os pantaneiros quanto amaldiçoado pelos urbanóides:
“O cupim é o germe de um futuro capão” diz um velho guardiao pantaneiro e complementa:
“-O cupim é o germe dum capão, depois do cupim, vira murundu, vem árvore mãe, mais cupins, novos murundus, mais vegetação;
•Muruncapão =quando não dá para esconder uma rês;
•Capaozinho= quando já dá para esconder entre 1 rês;
•Capão: Quando dá para esconder 6 reses;
* Capaozão: quando dá para esconder 60 Reses;
Mata do … ou Cerradão do … : quando dá para esconder mais de 60 reses…
Um cupim traz argila do centro da terra e com ela arquiteta um novo capão.
Outro velho pantaneiro complementa:
“-Mais ainda… É o piso firme do rancho pantaneiro e o barrote que o protege.É o material do tacurú nos acampamentos e do improviso forno que assa o capado descuidado.É o fundo impermeável da pilheta australipantaneira…”
O Pantanal tem mais facetas do que supõe a vão filosofia dos “especialistas” neófitos…
Armando Arruda Lacerda
Porto São Pedro






























